“Na verdade tudo acabou por mudar
O que sinto agora não podia imaginar
Meu coração sabia e me revelou
Mostrando novas emoções
Meu mundo transformou
São tantas coisas perdidas na estrada
Mas esse tempo passou
Agora eu sei, há muito que aprender
A vida é pra viver,sem medo de perder
Agora eu sei, há muito que sentir
Se o coração pedir
A parte de mim esquecida
Me chama de volta e eu vou
Vou… Vou… Contigo eu vou
Mais do que amigos nós seremos
E sempre unidos ficaremos
Você me mostrou a luz que devo seguir”
O senhor é tão jovem, tem diante de si todo começo, e eu gostaria de lhe pedir da melhor maneira que posso, meu caro, para ter paciência com relação a tudo que não está resolvido em seu coração. Peço que tente ter amor pelas próprias perguntas,como quartos fechados e como livros escritos em uma língua estrangeira. Não investigue agora as respostas que não lhe podem ser dadas, porque não poderia vivê-las. E é disto que se trata, de viver tudo. Viva agora as perguntas. Talvez passe, gradativamente, em um belo dia, sem perceber, a viver as respostas. Talvez o senhor já traga consigo a possibilidade de construir e formar, como um modo de viver especialmente afortunado e puro; eduque-se para isso. Mas aceite com grande confiança o que vier, e se vier apenas de sua vontade, e se for proveniente de qualquer necessidade de seu íntimo, aceite-o e não o odeie. A carne é um fardo, verdade. Mas é difícil a nossa incumbência, quase tudo o que é sério é difícil, e tudo é sério. Se o senhor reconhecer apenas isso e chegar a conquistar, a partir de si, de sua disposição e de seu modo de ser, de sua experiência e infância e força, uma relação inteiramente própria (não dominada pela convenção e pelo hábito) com a carne, então o senhor não precisa mais ter receio de se perder e se tornar indigno de sua melhor posse.
–Rainer Maria Rilke em Cartas a um jovem poeta.
Ler,ler,ler….
Paraíso.Bem ao alcance das minhas mãos.
O que seria do mundo,sem meus amados livros?
Eu gosto dos que têm fome.Dos que morrem de vontade.Dos que secam de desejo.Dos que ardem!” Adriana Calcanhoto
